A nova febre que é a profissão de Stripper Virtual


Empresas apostam em strippers virtuais, meninas lindas e algumas até com cara e jeito de adolescentes, mediante o uso de site de pagamento. Embora todas sejam maiores.

Durante sete horas por dia, uma estudante de fisioterapia com codinome Priscilla, 22, que usa outro codinome na rede, se retorce na cama para dar conta da clientela. Ela se torna Natasha Cheer, uma stripper que dança em frente a câmera do seu computador, tira a roupa e realiza desejos dos clientes, como fazer gestos e dizer palavras sexualmente estimulantes. Mas faz isso a distância: com a webcam. Nesta modalidade, o cliente compra créditos usando cartão ou sistemas de pagamento on-line e vê na tela a quanto tempo de show ainda tem direito. Com isto, ela consegue faturar de 2 a 3000 por mês em casa. E diz que gosta disto. Acredita que mesmo depois de formada, continuará com a atividade. Este trabalho me faz livre empreendedora. Ganho bem, faço meu horário, não tenho chefe, exercito a minha criatividade. E se quiser, até com o meu prazer pessoal ganho dinheiro.

É possível que no futuro a paulista tenha mais campo de trabalho que as estrelas das telas. Um diretor de marketing de um destes sites de sexo direto na tela, o Sexyjobs.com (site de empregos do setor), diz que hoje 75% das vagas são para strippers virtuais.

O presidente-executivo do site Brasileirinhas, diz que esse tipo de site está ganhando força por causa da interatividade. Ele lançou um site do tipo, mas o dele permite aos internautas conversar com atrizes pornôs e acompanhar os bastidores. Hoje, o site dele tem cerca de 4.000 modelos cadastrados (entre homens e mulheres) e em torno de 150 ficam on-line ao mesmo tempo. A maioria, diz, são “meninas lindas e com corpo bem feito , que não trabalham. Elas ficam mais tempo em casa e encaram aquilo como um emprego”. A empresa fica com metade do que é pago às garotas.

A tecnologia mudou o jeito de fazer filmes. As superproduções foram deixadas de lado pois o alto custo, baixa demanda e o faturamento das empresas do ramo também diminuíram . Foi ai que o jeito de vídeo caseiro ganhou muita força. Vídeo caseiro tem cara de espiar escondido. Soma voyeurismo como um plus ao produto. Os clientes preferem. Vende mais.

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